Com ou sem madeira?
Entenda como as Barricas de Carvalho atuam sobre o vinho
 
     Existem basicamente, dois tipos de barricas de madeira: O Americano e o Francês.    
      A barrica americana é fabricada como o carvalho Quercus Alba, enquanto que as barricas francesas podem ser fabricadas com o carvalho Quercus Pedunculata ou Sessilis.  
     O uso de barricas americanas ou francesas na fabricação de vinhos, reflete diretamente no resultado final do produto. Enquanto as barricas francesas dão toques mais sutis de madeira, as barricas americanas fornecem mais aromas de baunilha, mas em compensação são mais agressivas ao passar os aromas para a bebida, tornando-se inadequadas para estágios superiores a 10 meses. Para se conseguir características de cada tipo de carvalho, um vinho pode receber estágios nos dois tipos de barricas. 

     Além do toque amadeirado, de acordo com a tostadura do carvalho utilizado, os vinhos podem adquirir maior complexidade e apresentar notas de café, especiarias, alcatrão, café e etc. 

      Porém a complexidade fornecida pela barrica nem sempre é alcançada com sucesso pelos produtores de vinho. Nem todos os vinhos estão preparados para estagiar em madeira. Vinhos mais jovens, leves e frutados não podem ser agredidos com excesso de madeira, porque ela pode sobrepor o sabor de fruta e dominar os outros sabores do vinho. Se isso acontece perde-se o equilíbrio entre madeira e fruta e o resultado torna-se negativo. 

     Vinhos que têm estrutura o suficiente para suportar madeira, ao passar por esse estágio, têm aparadas as arestas dos taninos. Os vinhos com potencial de envelhecimento, como os grandes vinhos de Bordeaux, por exemplo também tornam-se mais complexos com a madeira, além do que, quando atingir a plenitude de maturação, terão as características da madeira mais atenuadas. 
 

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