SegredosDoVinho

Formatos e tipos de garrafas

Conheça os nomes das principais garrafas para vinhos!
  
   
     A primeira coisa a ser identificada em uma garrafa, são suas partes: O gargalo, pescoço, ombro, bojo e base. Ela pode conter ainda a etiqueta de pescoço, selo de garantia, selo de premiações, etiqueta traseira e rótulo secundário, além do rótulo principal.   
   
     Quanto ao formato, existem as garrafas clássicas, originadas em regiões da França, Itália e Espanha. Há garrafas típicas de certos vinhos de sobremesa, como vinho do Porto, Madeira ou Jerez. Há as garrafas com formatos contemporâneos, desenhadas para atrair o consumo do vinho e há ainda garrafas pequenas, de consumo individual. 
 Garrafas Clássicas:      Garrafas tipo Bordeaux (01), possuem corpo reto, com ombros definidos. Podem ser verdes ou transparentes no caso de vinhos brancos.      Vinhos do Loire (França) são envazados em garrafas tipo Borgonha (02). Possuem ombros mais suaves e atenuados, com bojo mais largo.      Garrafas Alsácia (03) é típica da região Alsácia na França. Não possui ombros e são bem compridas. Os vinhos alemães seguem este formato também, podendo ser apresentados nas cores verde, preto, caramelo e azul. 
     Garrafas do tipo Champagne (04) são típicas de Epernay e Reims na França, mas são utilizadas para acondicionar praticamente todos os tipos de espumantes produzidos ao redor do mundo.      Garrafas Francônia (05) são típicas de Franken na Alemanha. Daí a origem do nome Francônia. Além de vinhos alemães, essas garrafas são utilizadas também em diversos vinhos portugueses, incluindo vinhos verdes produzidos na região do Minho. 
 
      Vinhos Madeira ou Jerez da Espanha, tipicamente possuem formatos de garrafas conforme a garrafa 06 (ver figura). Muitas regiões na Espanha, utilizam garrafas parecidas com as Bordeaux, porém mais longas e com leve inclinação no bojo (07). Os vinhos do Porto, produzidos em Portugal, possuem formatos parecidos com as garrafas de vinhos Jerez e Madeira, sendo que são um pouco menores e seus formatos variam um pouco de produtor para produtor (08 e 09). 
 Garrafas Contemporâneas:       Muitos formatos são inventados por produtores para promover seus produtos. A garrafa, no entanto, definitivamente não indica a qualidade de um vinho. Há garrafas típicas de vinhos populares na França (13) ou garrafas com desenhos, como o vinho Italiano chamado PesceVino, que possui a garrafa com formato de peixe. 
 Garrafas para vinhos de sobremesa:       Muitos vinhos de sobremesa são envazados em garrafas com 375 ml (15) e 500 ml (16). Geralmente são vinhos de colheita tardia, ou feitos a partir de uvas botritizadas. Alguns vinhos do Porto, Jerez, Tokaji e Marsala também podem vir em garrafas como estas. Muitas vezes os vinhos de sobremesa são apresentados em garrafas menores, porque são geralmente vinhos mais alcoólicos, que devem ser ingeridos em menor quantidade. Como estes vinhos são elaborados com uvas especiais e apenas em algumas safras, outro fator que contribui para a redução do conteúdo, é o preço. 
 
 
 Tamanhos especiais:      Hoje em dia, é comum encontrarmos garrafas com menor capacidade, para serem consumidas por uma ou no máximo duas pessoas. A vantagem é que não há desperdício de vinho, que oxida rapidamente após sua abertura. Garrafas com capacidade de 375 ml são chamadas de meia garrafa (17 e 18). Garrafas com 187,5 ml são chamadas de quarto de garrafa (19).  
  
     Certamente, os formatos das garrafas contribuem para a beleza e apresentação do vinho, em conjunto com seus rótulos, rolhas, etiquetas e cápsulas, mas devemos tomar muito cuidado para que não sejamos induzidos a beber um vinho de baixa qualidade só porque foi envazado em uma garrafa bonita. Lembre-se: Não beba rótulo. Beba vinho! 

Tamanho das garrafas dos Champagnes

  É do conhecimento dos apreciadores de vinhos, que os champagnes são vinhos espumantes produzidos nas regiões de Epernay e Reims na França e que só os espumantes dessa região podem ser chamados de champagne. Mas outras curiosidades envolvem reis bíblicos e as garrafas de champagnes. 

     As garrafas grandes dificilmente são comercializadas fora da França, o que as tornam raras, bem porque muitas delas são sopradas e moldadas artesanalmente. Essas garrafas grandes podem armazenar a capacidade equivalente a 100 taças de champagne. No total existem nove tamanhos diferentes de garrafas para champagne, sendo que as garrafas pequenas chegam a armazenar o equivalente a apenas uma taça. 

     Para cada tamanho, a garrafa recebe um nome, de acordo com a tabela abaixo: 

Nome da garrafa Capacidade Núm. de taças
Split187,5 mlaprox. 1,5 taças
Meia-garrafa375 mlaprox. 2,5 taças
Garrafa750 mlaprox. 5 taças
Magnum2 garrafasaprox. 10 taças
Jerobam4 garrafasaprox. 20 taças
Matusalem8 garrafasaprox. 40 taças
Salmanasar12 garrafasaprox. 60 taças
Baltasar16 garrafasaprox. 80 taças
Nabucodonosor20 garrafasaprox. 100 taças

     Esses nomes de reis bíblicos foram atribuídos às garrafas por volta de 1800, por motivos desconhecidos. Jerobam foi rei no início da formação de Israel. Matusalem foi um rei que viveu por 96 anos. Salmanasar foi um rei assírio que governou a Judéia. Baltasar foi um dos três Reis Magos, mais conhecido como o Senhor do Tesouro e neto de Nabucodonosor. Nabucodonosor, foi rei da Babilônia e destruiu jerusalém com seu poderoso governo.

     Além dos tamanhos das garrafas de champagne, cada uma delas traz sempre designações impressas no rótulo. Essas designações significam:  

  • NM: Négociant-Manipulant – São casas que compram uvas de terceiros para produzir seus vinhos.
  • MA: Marche d’Acheteur – São champagnes que utilizam marcas de terceiros e que não pertencem ao produtor do vinho.
  • RM: Récoltant-Manipulant – São vitivultores que utilizam suas uvas próprias para produzir o vinho e só podem comprar 5% de uvas adicionais de terceiros.
  • CM: Coopérative-Manipulant – São associações de viticultores que produz e vende champagnes como representante de seus membros.
  • RC: Récoltant Coopérauter – São viticultores que produzem e vendem champagnes associados a cooperativas.